Em dezembro de 2012, Shinzo Abe foi eleito primeiro-ministro do Japão com a promessa de reanimar a economia japonesa, estagnada desde o estouro da bolha imobiliária em 1990. Além da estagnação, a economia japonesa sente o peso de uma dívida pública de 226% do PIB, a maior do mundo. A receita do primeiro-ministro nipônico, que ficou conhecida como "As três flechas", consistiam em: Intensa expansão monetária, aumento dos gastos públicos, aumento de impostos e "reformas estruturais" (Até agora, poucas destas reformas foram anunciadas e menos ainda foram postas em prática).

Apesar de ser considerado um político de direita, nenhum liberal no ocidental via com bons olhos estas políticas. E é inegável que as promessas de Shinzo Abe foram cumpridas: Ao longo de 2013, o Banco Central do Japão aumentou suas compras de títulos da dívida pública em 60%, ou seja, em 50 bilhões de euros (algo equivalente a todo o gasto público anual da Espanha).  Adicionalmente, para 2014, está prevista a compra de outros 50 bilhões, desta maneira duplicando a base monetária japonesa em relação ao nível vigente em 2012.