4 Fatos recentes que provam que estávamos certos mais uma vez

A história já provou que o socialismo e o excesso de intervenção do estado na economia não funcionam. O fracasso destes modelos foram recorrentes ao longo dos anos, mas as evidências continuam aparecendo ainda hoje. A história do fracasso do estatismo ainda está sendo escrita neste exato momento.
Estamos vivendo um momento interessante da nossa história em que aparecem fatos que mais uma vez comprovam a validade das teorias que nós liberais sempre defendemos. Aqui estão alguns destes fatos, conforme comentamos em posts recentes no nosso blog e na nossa página do Facebook:

1. Merkel Wins
Texto publicado em: 19/12/2014




A mídia foi discreta, os fatos foram abafados pelas polêmicas em torno do Bolsonaro e da aproximação entre EUA e Cuba, mas aqui está um fato realmente importante e que pode mudar os rumos da economia mundial. Sim, pois caso ainda exista racionalidade e bom senso no mundo, políticos e economistas deverão tirar conclusões definitivas destes dados.

Contra tudo e contra todos, a Alemanha optou pela austeridade para enfrentar a crise européia. Keynesianos, socialistas e estatistas de todos os matizes condenaram tais políticas, demonizaram a chanceler Angela Merkel e fizeram previsões mais do que pessimistas.

No primeiro trimestre, o mercado esperava um crescimento de 0,7% do PIB alemão. O crescimento foi de 0,8%. [1] No segundo trimestre houve uma leve contração e os alarmistas logo previram outra contração no terceiro trimestre, caracterizando portanto uma recessão técnica. [2]
O PIB cresceu 0,1% E NÃO HOUVE RECESSÃO. [3]
E agora, um aumento no consumo interno e uma maior confiança dos empresários, garantem o crescimento e uma leve recuperação no quarto trimestre. [4]

ACABOU! A AUSTERIDADE VENCEU! As teses intervencionistas foram derrubadas de vez.

Em contraste, comentamos meses atrás sobre um país que seguiu o caminho contrário e se meteu em sérios problemas: O Japão. [5] Não se iludam. Líderes políticos e economistas no mundo inteiro estão muito atentos aos resultados destas políticas e estão muito melhor informados sobre isso tudo do que nós. As recentes atitudes do governo Dilma, de adotar políticas mais austeras e as intenções de François Hollande de liberalizar a economia francesa, certamente foram baseadas nestes resultados.

Escrevam o que eu digo: O impacto destes resultados serão imensos.

A propósito, você sabia que a Alemanha se recuperou da II Guerra Mundial até chegar a ser uma das economias mais sólidas do mundo, graças ao "ordoliberalismo"? [6]

Fontes:
[1] http://www.dw.de/economia-alemã-registra-maior-crescimento-trimestral-em-três-anos/a-17638205
[2] http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FEconomia%2FAlemanha-ameacada-de-recessao-no-terceiro-trimestre-euro-em-serio-perigo-%2F7%2F31454
[3] http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0J90PX20141125
[4] http://exame.abril.com.br/economia/noticias/confianca-empresarial-da-alemanha-indica-4o-trimestre-melhor
[5] http://www.porcocapitalista.com.br/2014/09/o-fracasso-da-abenomics.html
[6] http://veja.abril.com.br/noticia/economia/o-segredo-da-alemanha-sao-os-ordoliberais



2. O  Fracasso da Abenomics
Texto publicado em: 11/09/2014



Em dezembro de 2012, Shinzo Abe foi eleito primeiro-ministro do Japão com a promessa de reanimar a economia japonesa, estagnada desde o estouro da bolha imobiliária em 1990. Além da estagnação, a economia japonesa sente o peso de uma dívida pública de 226% do PIB, a maior do mundo. A receita do primeiro-ministro nipônico, que ficou conhecida como "As três flechas", consistiam em: Intensa expansão monetária, aumento dos gastos públicos, aumento de impostos e "reformas estruturais" (Até agora, poucas destas reformas foram anunciadas e menos ainda foram postas em prática).

Apesar de ser considerado um político de direita, nenhum liberal no ocidente via com bons olhos estas políticas. E é inegável que as promessas de Shinzo Abe foram cumpridas: Ao longo de 2013, o Banco Central do Japão aumentou suas compras de títulos da dívida pública em 60%, ou seja, em 50 bilhões de euros (algo equivalente a todo o gasto público anual da Espanha). Adicionalmente, para 2014, está prevista a compra de outros 50 bilhões, desta maneira duplicando a base monetária japonesa em relação ao nível vigente em 2012.

No que mais, também em 2013, os investimentos públicos vivenciaram seu maior aumento desde o início da década de 1990 (em 11,3%), elevando os gastos do governo ao nível mais alto de sua história e o déficit orçamentário a um dos mais elevados (cerca de 9% do PIB).

Neste mesmo período, o iene se desvalorizou quase 20% em relação ao dólar.
Tal desvalorização, pensava-se, ajudaria a estimular as exportações. Na verdade o efeito não foi o esperado e em março de 2014, o Japão teve o maior déficit comercial da história do país.

Em abril, o governo implementou o primeiro aumento de impostos sobre o consumo em 17 anos. A medida foi criticada até por economistas de viés mais keynesiano.

E os resultados?
Um fiasco obviamente. Em 2013, o PIB japonês cresceu o mesmo que em 2012, quando ainda não havia Abenomics. E esta semana, saiu a notícia de que o PIB japonês havia caído 1,8% no segundo trimestre de 2014 em relação ao trimestre anterior. É a maior queda desde 2011. A queda no PIB já é de 7,1% em termos anualizados.

Diante do evidente fracasso destas medidas, ainda teve gente com cara de pau o suficiente para ultrapassar todos os limites da desonestidade e dizer que a culpa disso tudo é de supostas políticas de "austeridade". Da pra acreditar numa porcaria dessas?


Leia também este texto do blog do Instituto Mises Brasil com mais algumas informações sobre a atual situação da economia japonesa.


3. Cuba será a nova China
Texto publicado em: 21/12/2014



Os socialistas que ainda hoje se prestam ao trabalho de defender o regime econômico vigente em Cuba e suas supostas conquistas fazem um papel ridículo, já que nem o próprio governo cubano acredita mais neste sistema. Já ouviu a expressão "mais católico que o papa"? Então! Estes são mais castristas que os Castro.
Sim, Fidel Castro já confessou que o modelo cubano não funcionou nem em Cuba. [1]

A esquerda festeja o anúncio de retomada das relações entre Estados Unidos e Cuba e a possibilidade do fim do embargo, que de acordo com a propaganda do governo cubano, é a raiz de todos os males pelos quais a ilha passa. Os políticos de esquerda, realmente têm o que comemorar, mas os idealistas, ou melhor, aqueles que Lenin chamava de "idiotas úteis", deveriam lamentar o fim de um dos últimos regimes econômicos plenamente socialistas que ainda restam no mundo. Agora só restará a Coréia do Norte.
Digo isso porque, embora Raul Castro tenha negado que esta retomada das relações com os Estados Unidos signifique o fim do socialismo, é isso que na prática vai acontecer. Bom, na verdade isso vai depender do que você chama de socialismo.

As evidências apontam que Cuba seguirá o modelo chinês. Uma forma de capitalismo de estado, onde o estado continua interferindo na economia a fim de manter os privilégios dos amigos do rei, mas mantém uma parcela de livre mercado suficiente para que a economia siga operando. Claro, o sistema político continuará sendo autoritário e os líderes continuarão jurando até a morte que o que existe no país ainda é o mesmo socialismo de sempre.

Mas como eu sei que Cuba seguirá o modelo chinês?
Bom, em primeiro lugar porque Cuba já iniciou uma pequena abertura. Primeiro abrindo o mercado automobilístico [2] e privatizando restaurantes e outros pequenos negócios. [3]
No ano passado, Cuba aprovou uma nova Lei para o Investimento Estrangeiro que contempla autorizar a participação de capital externo "em todos os setores", com exceção dos “serviços de saúde e educação e de todas as instituições armadas”. O projeto promete a isenção de impostos e “plena proteção e segurança jurídica” e estabelece que as empresas estrangeiras “não poderão ser expropriadas, salvo por motivos de utilidade pública ou interesse social” e que, quando isso ocorra, os proprietários receberão “a devida indenização”. [4]

Mas não é só isso. Cuba pretende seguir o modelo chinês e criar "Zonas Econômicas Especiais" [5] Pequenas ilhas de capitalismo dentro de um sistema que no geral se mantém em grande parte, socialista.

Pelo menos foi isso o que disse alguém que aparentemente sabe de coisas que eu e você não sabemos: O diretor da FIESP, neste vídeo em que ele defende a construção do Porto de Mariel com dinheiro brasileiro. [6] O que agora, quando começamos a descobrir coisas que ele já sabia há muito tempo, realmente parece ter sido um bom negócio. (Não para o povo brasileiro evidentemente)

Também nós liberais não vemos motivos pra comemorar. Mais um tentará aplicar a fórmula da ditadura perfeita. Ou quem sabe, não tão perfeita assim. Se o modelo chinês parece ser o sonho de qualquer ditador, para os próprios líderes chineses este sonho pode estar perto do fim com a visível desaceleração da economia chinesa e os rumores de uma imensa bolha no mercado imobiliário.

[1] http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2010/09/795803-modelo-economico-cubano-nao-funciona-mais-para-nos-diz-fidel-castro.shtml
[2] http://economia.terra.com.br/cubanos-podem-comprar-carros-novos-pela-pela-1-vez-desde-1959,640c681c2c253410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
[3] http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1403207&tit=Prato-do-dia-privatizacao
[4] http://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/26/economia/1395865435_435722.html
[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Special_Economic_Zones_of_the_People%27s_Republic_of_China
[6] https://www.youtube.com/watch?v=Y4pQQIn0Dus



4. Irlanda, os Porcos e a Fênix.
Texto publicado em: 16/02/2015



Gregos, espanhóis e italianos, estariam bem melhor se levassem a austeridade a sério, se promovessem reformas estruturais internas para melhorar a competitividade de suas economias e se tivessem um pouquinho mais de paciência para esperar a recuperação, que pode ser bem lenta.

A prova disso é a sólida recuperação da Irlanda, que já vem sendo chamada de a "Fênix Celta" (Em referência ao título que o país ostentava até antes da crise de "Tigre Celta"), graças ao fato de estar realmente, renascendo das próprias cinzas. [1]

Algo bastante revelador, já que o país fazia do grupo dos PIIGS - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanaha - a semelhança do termo com a palavra PIGS (porcos em inglês) não é mera coincidência, o termo foi cunhado para ser depreciativo mesmo.

Quem acompanha nossa página há bastante tempo sabe que eu sempre apostei na recuperação da Irlanda. A prova está aqui: Leiam meus comentários neste post de Maio de 2012 [2].
É surpreendente ver a forma como os fatos só têm contribuído para confirmar a validade daquilo que sempre afirmamos aqui. Mas infelizmente fatos como estes recebem pouca atenção da mídia, que prefere alardear sobre a vitória da esquerda radical na Grécia e a possível vitória desta na Espanha, criando a falsa impressão de que a austeridade falhou e os resultados políticos deste fracasso se concretizam.

É desesperador ver a forma como a midia e os comentaristas econômicos vêm tratando os fatos nos últimos meses. É desesperador ver o tamanho da cegueira que atinge muitos dos nossos formadores de opinião.
Diante de fatos como por exemplo, o enorme superávit comerical alemão, prova irrefutável da pujança de sua economia, alguns argumentam que isso na verdade prova o quanto as políticas defendidas pela Alemanha não estão funcionando, já que o euro enquanto uma moeda forte, favorece as exportações alemãs e prejudica as exportações dos países periféricos, atrapalhando sua recuperação. Resumindo, se a economia alemã é "competitiva demais" e as economias periféricas da zona do euro, não conseguem tanto, a culpa é da Alemanha. [3]

Estes supostos economistas parecem ter se esquecido até do simples significado da palavra "competitiva". Mas só pra refrescar-lhes a memória, lembro que o termo "competitiva" que usam para se referir a economia alemã, vem de competição, e competição implica que uns vencem e outros perdem. Mas se a competição se dá de forma limpa, não há problema nenhum, pelo contrário, é algo saudável. Os países periféricos da Zona do Euro é que precisam se tornar mais competitivos, e devem alcançar este objetivo simplesmente oferencendo algo para o mundo ao invés de tentarem recorrer ao artifício da desvalorização da moeda.

Mesmo uma economia periférica e pequena pode se tornar competitiva e altamente exportadora. A Irlanda é a prova disso.

[1] http://exame.abril.com.br/economia/noticias/fenix-celta-irlanda-foi-surpresa-de-2014-na-europa
[2] https://www.facebook.com/porcocapitalista/photos/a.215726958544754.46765.168100783307372/220886398028810/
[3] http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/32408/comissao+europeia+anuncia+investigacao+de+superavit+da+alemanha+.shtml

4 comentários:

  1. 4 Fatos ou mesmo Ternos recentes mas um pouco passados que nem provam nem comprovam que o plural estávamos certos ...está errado mais uma vez
    A história já provou que o capitalismo e a falta de intervenção do estado na economia só funcionam bem na China e nem sempre né . O fracasso destes modelos QUE ...FALTA QUE AQUI OU ALI POR ALLAH foram recorrentes ao longo dos anos E DURARAM DURARAM BUÉ ,

    Mesmo uma economia periférica e pequena COM MUITO CAPITAL E EMPRESA VIRTUAL AMERICANA pode se tornar competitiva e altamente exportadora. A Irlanda é a prova disso....MAS DÁ ENGUIÇO....E EXPORTA MUITOS IRLANDESES ÀS VEZES...

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  2. UAU 0,1 NADA MAU ....É UM SUSEXO7 de abril de 2015 14:08

    No primeiro trimestre, o mercado esperava um crescimento de 0,7% do PIB alemão. O crescimento foi de 0,8%. [1] No segundo trimestre houve uma leve contração e os alarmistas logo previram outra contração no terceiro trimestre, caracterizando portanto uma recessão técnica. [2]
    O PIB cresceu 0,1% ....ESTES ALIMÕES SÃO OS JAPONESES DU BRASIL NÉ ....OU OS CHINOCAS DA MALÁSIA?

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    1. O que se quis ressaltar aqui, é que as previsões pessimistas não se cumpriram. Se isto não representa uma recuperação pujante , tambpouco é uma situação de calamidade.

      Não sei se você tem acompanhado o desenrolar dessa história, mas ela ainda está em andamento. Acompanhe nossa página no Facebook, lá estamos o tempo todo compartilhando notícias sobre este assunto. Veja esta por exemplo:

      http://exame.abril.com.br/economia/noticias/desemprego-na-alemanha-cai-ao-menor-nivel-desde-reunificacao

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