Quando defendemos a economia de mercado e o capitalismo dizendo que com isso, estamos defendendo a liberdade, muita gente pode não entender muito bem o que uma coisa tem a ver com a outra. A esquerda vem logo questionar: Que liberdade é essa? A liberdade para explorar o trabalhador, o meio ambiente e os consumidores? Existem mesmo as tais liberdades econômicas no capitalismo ou isso é pura propaganda ideológica?

O que o capitalismo tenta nos oferecer são basicamente, duas liberdades:
1. Liberdade de escolher o que você quer consumir
2. Liberdade de escolher como você vai trabalhar

1. LIBERDADE DE CONSUMO


"É dia de feira, quarta-feira, sexta feira não importa a feira (...)"

Vamos começar pela liberdade de consumir. 
Consumir é uma palavra muito mal vista atualmente por conta dos problemas ambientais que parecem resultar do consumismo, mas ainda que abandonemos o consumismo, jamais poderemos abandonar o consumo. O ser humano precisa consumir pra viver, mesmo que seja apenas comida, água e oxigênio, mas como diria a música dos Titãs: "A gente não quer só comida". É natural do ser humano desejar muitas outras coisas.
Diversão, arte, cultura e conhecimento parecem boas pedidas, mas nossa demanda por essas coisas demanda outras coisas. Por exemplo,  para pintar um quadro, precisamos de tinta, tela, pincel, etc. Esses materiais demandam recursos naturais. Um telescópio para observar as estrelas apenas para ficarmos estarrecidos com as profundezas do universo, demandam inúmeros instrumentos, materiais e tecnologias que por sua vez também demandam várias cadeias produtivas e inúmeros recursos naturais.
Resumindo, não tem como fugir do consumo, mesmo que estejamos em busca apenas das atividades que mais enobrecem a alma, como contemplar a arte e o universo.

Mas voltemos então à liberdade de consumir: Escolher o que você vai comer no almoço, se uma lasanha ou uma salada, parece importante pra você? Escolher as roupas que vou usar, que livros vou ler, ou se ao invés de comprar um livro, prefiro ir ao cinema, pelo menos pra mim, parecem liberdades fundamentais. Eu simplesmente não seria feliz tendo que viver uma vida que outra pessoa escolheu pra mim e acredito sinceramente que a maioria das pessoas, pra não dizer todas, também não seria.
Muita gente na esquerda também defende liberdade de consumo. Os que defendem a liberação da maconha por exemplo, simplesmente estão dizendo: Queremos liberdade para consumir maconha. Mas não quero entrar aqui no mérito da discussão da liberação das drogas, nem se a liberdade de consumo deve ser absoluta ou não, mas a questão que fica é: Onde está a coerência da esquerda que defende o livre consumo de maconha? Se devo ter liberdade de consumir maconha, por que não posso ter liberdade também de consumir um Big Mac? Sendo os malefícios da maconha, um assunto ainda envolto em certa controvérsia, a liberação do seu consumo exige, por uma questão de coerência, uma defesa muito mais radical da liberdade de consumo do que vários outros produtos exigiriam. O que quero dizer é que estes que defendem a liberação do consumo da maconha, deveriam ser os mais radicais defensores da liberdade de consumo, mas como coerência não é o forte em muita gente na esquerda, não é isso que acontece.


"(...) tô vendendo ervas que curam e acalmam"

Mas a liberdade de consumir no capitalismo tem uma limitação: Você pode consumir o que quiser, desde que tenha dinheiro para pagar. Onde está a liberdade então? - Alguns se perguntariam. - Liberdade no capitalismo é só para quem tem dinheiro?
Bom, vamos pular a parte sobre como o dinheiro é distribuído no capitalismo. Muita gente acha que é justamente aí que se encontra a injustiça desse sistema e não nego que essa seja uma discussão pertinente, mas não é o nosso foco aqui, posso discutir esse assunto em outro artigo futuramente, mas neste artigo, estamos falando de liberdade no capitalismo e não justiça social no capitalismo. Os dois aspectos estão intimamente ligados, mas infelizmente, teremos que nos focar em apenas um deles ou o texto ficará muito longo.
Vamos nos focar então nessa limitação à liberdade de consumo no capitalismo: O dinheiro. 

Bom, primeiramente, precisamos ter em mente que as limitações ao consumo são imperativos impostos pela própria natureza e não depende do sistema econômico vigente. Não vivemos num mundo de abundância infinita, não podemos ter tudo o que queremos, as riquezas são finitas, por isso, a escassez é a primeira lei da economia, tanto é que alguns economistas preferem chamar a economia de "a ciência da escassez".
Tenha isso sempre em mente: Independente do sistema econômico, não importa se estamos no capitalismo, no socialismo ou em qualquer outro sistema que alguma mente criativa e pretensiosa ainda vá inventar, AS RIQUEZAS SÃO FINITAS E NÃO PODEMOS TER TUDO O QUE QUEREMOS, de uma forma ou de outra, as riquezas são limitadas e portanto, nossa liberdade de consumir também.
É uma limitação imposta pela própria natureza que infelizmente resolveu não ser infinita. Da mesma forma que a natureza não nos deu a liberdade de escolhermos, por exemplo, quantos anos de vida teremos neste mundo, ela também nos negou uma liberdade de consumo absoluta. Faz parte daquilo que muitos filósofos chamaram de "condição humana".

Então, qualquer sistema econômico, e o capitalismo não foge à regra, precisa de um sistema para RACIONAR o consumo. Precisamos de um sistema que nos diga quem tem direito a consumir o quê. O sistema adotado pelo capitalismo é o sistema de preços, do qual voltaremos a falar, mas basicamente, a ideia é essa: Tudo tem um preço - Se você pode pagar por um bem, ótimo, você adquire direito de consumi-lo, caso contrário, você não tem esse direito. É assim que o consumo de bens é racionado no capitalismo. Se este sistema é justo, é uma discussão a parte, mas que ele é eficiente, é o que vamos provar mais adiante.

Concluo então dizendo que, embora o capitalismo nos garanta liberdade de consumo, ele não faz milagre e não faz com que as riquezas caiam do céu feito maná abundantemente, por isso ele, como qualquer outro sistema econômico, precisa de um mecanismo para racionar o consumo. Podemos então agora, discutir a segunda liberdade que o capitalismo procura oferecer: A liberdade de trabalho.

2. LIBERDADE DE TRABALHO




"Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado" - Genesis 3: 19

Passamos uma grande parte da nossa vida trabalhando, então a liberdade de escolher como passar todo esse tempo é sem dúvida, muitíssimo importante. Muitas pessoas só encontram realização pessoal no trabalho, para os que gostam do que fazem e têm prazer nisso, o trabalho passa a ser quase que um fim em si mesmo e não apenas um meio para se conseguir dinheiro, por isso, a liberdade de escolher com o quê e como trabalhar é tão importante para a felicidade e para a realização plena do ser humano.

A primeira objeção que surge e que tem sido muito comum ultimamente é a de que, no capitalismo, somos obrigados a trabalhar. Somos obrigados a ficar longas horas presos num escritório, executando uma tarefa enfadonha, isso quando não temos que executar trabalhos braçais e extenuantes. Por que temos que trabalhar afinal de contas? Onde é que está a liberdade?
Bom, essa é outra imposição que não vem do capitalismo e sim da condição humana, mais uma vez: Vamos nos lembrar que as riquezas não caem do céu, que não são infinitas e que não se criam magicamente, por isso, PRECISAMOS TRABALHAR PARA PRODUZIR RIQUEZAS. No pain, no gain.
Você pode até não ser cristão, mas deve admitir que a Bíblia é rica em alegorias, uma que descreve perfeitamente essa verdade sobre a condição humana é aquela que se encontra no livro do Genesis: Perdemos o paraíso, por isso, temos que ganhar o pão de cada dia com o suor do nosso rosto. Novamente: Isso indedepende do sistema econômico. No socialismo, você também teria que trabalhar, se tivesse o azar de ser mandado para um Gulag, talvez teria que trabalhar até mais do que suas forças suportariam.
Em última instância porém, você não é absolutamente obrigado a trabalhar. Você pode escolher não trabalhar se quiser, ou trabalhar pouco, desde que assuma as consequências dessa escolha.

Alguns vão argumentar que essa liberdade também encontra outra limitação no capitalismo: Suponhamos que meu sonho seja me tornar um médico, mas que eu não tenha dinheiro para pagar uma faculdade, ou que ninguém queira se consultar ou se tratar comigo porque não tenho formação, ou porque julgam que não tenho competência ou suponha ainda que nenhum hospital ou clínica queira me contratar. Nessas condições, eu simplesmente não posso realizar minha vontade de ser médico.
É verdade, mas nossa liberdade termina onde começa a do outro. Ainda que o diploma de medicina não fosse obrigatório para se exercer a medicina, as pessoas podem simplesmente escolher não procurar os meus serviços e elas o farão exercendo a liberdade de escolha delas. Não podemos obrigar as pessoas a consumirem o nosso trabalho, pois dessa forma, estaríamos violando a outra liberdade da qual falamos anteriormente: A liberdade dessas pessoas de escolherem que serviços ou produtos querem consumir.
Mas o bom do capitalismo é o seguinte: Você sempre tem liberdade para tentar. Ainda que não exista demanda para o seu produto ou serviço, você ainda é livre para tentar. Suponhamos que seu sonho seja se tornar jornalista, mas que o mercado esteja extremamente saturado de jornalistas e que muitos recém-formados não encontram emprego na área. Ainda assim, você é livre para tentar, para se esforçar e tentar se destacar dos demais. Pode ser que você consiga conquistar um espaço, que você consiga tomar a vaga de alguém que já estava no mercado antes de você mas, caso venha a falhar, você deve sempre arcar com as consequências de suas escolhas.

Outra objeção que sempre foi muito comum é: Por que, no capitalismo, um músico como por exemplo, Wesley Safadão, ganha tanto dinheiro, enquanto um baterista de jazz, que estudou durante anos e que adquiriu um virtuosismo técnico impecável, mal consegue viver da sua arte? Isso não parece injusto?
Bom, é aí que entra a liberdade. Esse questionamento esconde um viés autoritário por trás dele. Isso mesmo: Há muita tirania e autoritarismo por trás desse argumento e é isso que vou demonstrar.
Por que Wesley Safadão ganha tanto dinheiro? Simples: Porque as pessoas escolheram livremente consumir a musica de Wesley Safadão. Por que o baterista de Jazz não consegue viver da sua música? Porque as pessoas não ligam para a música dele. Simples assim. Se você faz o que as pessoas querem, você ganha dinheiro, se você não atende à vontade das pessoas, você não ganha.
Não estou dizendo que um tipo de música é melhor do que outro. Não estou fazendo nenhum juízo de valor, isso cabe a cada indivíduo. Infelizmente, o capitalismo não tem a solução para o mal gosto, o capitalismo apenas respeita o gosto, as preferências e a LIBERDADE de escolha das pessoas, concorde você com eles ou não.


Se 99% ouve Wesley Safadão, mas aquele 1% prefere outro tipo de música, que a liberdade de todos seja respeitada.

Não haveria como fazer com que o baterista de jazz ganhe dinheiro (nesse caso hipotético do qual estamos falando, pois eventualmente, alguns bateristas de jazz ganham algum dinheiro também), sem forçar as pessoas a consumirem algo que elas não querem, ou a pagar por algo que elas não estão consumindo. Ou seja, não haveria como resolver essa situação sem apelar para a tirania e o autoritarismo.

Acreditem, eu já fui de esquerda, e a fonte da minha revolta contra o capitalismo era justamente essa, eu queria que as pessoas gostassem das mesmas músicas que eu gostava, a saber: Power Metal Sinfônico. Pra mim, aquilo sim era música de verdade. Mas as pessoas insistiam em ouvir Zezé Di Camargo e Luciano, aquilo que, na minha opinião, era puro lixo feito para ganhar dinheiro.
Por mais juvenil que pareça, essa ainda é a fonte da revolta contra o capitalismo de muito adolescente inconformado de esquerda. E mais incrível ainda: Essa é a fonte da revolta contra o capitalismo por parte de muitos intelectuais, basta ver por exemplo, a crítica de Theodor Adorno contra a "Indústria Cultural". Acontece é que Adorno, como todo bom marxista, é também um bom autoritário.


Vemos então que nossa liberdade de ofertar produtos e serviços, está limitada pela liberdade dos outros de consumirem ou não estes produtos e serviços. Mas acho que já estou adiantando demais o próximo tópico...


3. COMO ESSAS LIBERDADES SE HARMONIZAM: O SISTEMA DE OFERTA E DEMANDA


Modelo matemático da Lei de Oferta e Demanda. Olhando assim parece complicado, mas eu entendi isso quando ainda era criança e a humanidade já conhece essa lei desde a Idade Média.

Como vimos, nossa liberdade é limitada pela liberdade dos outros e por isso, precisamos de um sistema que ordene a vontade de todos. No capitalismo, ou seja, numa economia de mercado, esse sistema tem um nome: É o sistema de oferta e demanda que se expressa através dos preços.
E como funciona esse sistema?
A lei de oferta e demanda diz que nos períodos em que a oferta de um determinado produto excede muito à procura, seu preço tende a cair. Já em períodos nos quais a demanda passa a superar a oferta, a tendência é o aumento do preço.

Quanto mais alto for o preço de um produto, menos pessoas estarão dispostas ou poderão comprá-lo. Quando o preço de um bem sobe, o poder de compra geral diminui e os consumidores mudam para bens mais baratos.

Quanto maior for o preço pelo qual uma mercadoria pode ser vendida, mais produtores estarão dispostos a fornecê-la. O preço alto incentiva a produção. Em oposição, para um preço abaixo do equilíbrio, há uma falta de bens ofertados em comparação com a quantidade demandada pelo mercado. Isso faz com que o preço suba.

Esse sistema tem um efeito duplo: Estimula os produtores a produzirem aquilo que os consumidores desejam e ajuda a racionar o consumo dos bens de acordo com o seu grau de escassez.

                                                              

"Talvez por conviver com isso desde criança, o sistema de oferta e demanda e a forma como os preços se formam, pra mim, sempre foi a coisa mais óbvia do mundo. Quando se fala em livre mercado, muita gente lembra do mercado de ações e daqueles caras engravatados berrando feito loucos numa Bolsa de Valores, já eu, quando ouço falar em livre mercado, me lembro da barraca de feira do meu pai e dos feirantes berrando feito loucos: 'Chega pra cá freguesia'. "
                                                              


Simples de entender não? Certifique-se de que tenha entendido essa parte pois é aqui que acontece toda a mágica do livre mercado. Bom, eu nunca tive dificuldades em entender, porque convivi com isso desde a mais tenra idade. Meu pai era feirante. Me lembro que os preços das mercadorias eram escritos com giz em plaquinhas de madeira para que pudessem ser alterados com facilidade.

Me lembro de que certa vez, quando tinha uns 5 ou 6 anos, meu pai me pediu que eu colocasse uma plaquinha de preço na laranja: R$ 1,00 a dúzia. (Sim, num passado distante, era possível comprar 12 laranjas com R$ 1,00) Eu perguntei: Por que só R$ 1,00? Por que você não coloca R$ 100,00 e ganha muito mais dinheiro? Foi então que ele me explicou: Por que as pessoas não vão querer pagar esse preço por apenas 12 laranjas. Elas vão ver que outras barracas estão vendendo mais barato, então vão escolher comprar em outra barraca ou simplesmente não terão todo esse dinheiro (na época isso era quase um salário mínimo).
Me lembro também que várias vezes, meu pai me pedia que eu fosse dar uma volta pela feira e dar uma olhada nos preços das mercadorias de outras barracas concorrentes. Frequentemente ele era "forçado" a mudar o preço de suas mercadorias para se adequar ao "preço de mercado", por isso as plaquinhas de madeira e o giz: Os preços precisavam flutuar rapidamente dependendo das circunstâncias.
Várias vezes também meu pai tinha que vender as mercadorias a um preço menor do que ele havia pago, nesses casos, ele tinha prejuízo. Ele achou que as pessoas iriam comprar uma certa quantidade de maçãs, quando a procura era menor do que o esperado, ele tinha que arcar com as decisões erradas que ele tomava. E eu questionava: Mas você terá um prejuízo! - E ele me explicava: Se eu insistir num preço mais alto, as pessoas vão comprar ainda menos, as frutas vão estragar e eu terei um prejuízo ainda maior. Se não há procura o suficiente, o preço tem que diminuir, não há outro jeito.
Quando ele acertava, tinha lucro, quando errava, tinha prejuízo. Acho que era um bom estímulo para que ele fizesse o maior esforço possível para acertar.

Talvez por conviver com isso desde criança, o sistema de oferta e demanda e a forma como os preços se formam, pra mim, sempre foi a coisa mais óbvia do mundo. Quando se fala em livre mercado, muita gente lembra do mercado de ações e daqueles caras engravatados berrando feito loucos numa Bolsa de Valores, já eu, quando ouço falar em livre mercado, me lembro da barraca de feira do meu pai e dos feirantes berrando feito loucos: "Chega pra cá freguesia". 

Nunca tive dificuldades em entender que os preços carregam duas informações:
1. O que as pessoas querem consumir.
2. O grau de abundância ou escassez de um determinado bem.

O mercado não te obriga a nada, você pode fazer o que quiser, mas ele também não te deixa às cegas, ele informa o que as pessoas querem e mais: Ele te dá uma recompensa de acordo com o quanto você é capaz de satisfazer a vontade das outras pessoas. Aquilo que as pessoas mais querem e que mais está em falta, tem um preço mais alto, por isso, quanto mais você tenta atender àquelas demandas não satisfeitas, maiores as chances de ser melhor recompensado. Se recuse a atender às demandas da sociedade e você será pouco recompensado.

Muitas vezes porém, precisamos de gênios para nos dizer o óbvio. O economista austríaco Friedrich A. Hayek ganhou o prêmio Nobel de Economia em 1974 por dizer esta simples verdade: Os preços carregam informações. Um volume inimaginavelmente grande de informações dispersas, que mudam a todo momento e que governo nenhum é capaz de reunir.


Friedrich A. Hayek

Se os preços carregam informações sobre o que as pessoas querem consumir, quando o governo interfere na economia, ou quando ele tenta controlar o mercado e os preços, indiretamente, ele está DITANDO às pessoas o que elas devem consumir. Por isso, o planejamento central de uma economia pelo estado é sempre uma forma de tirania e de autoritarismo, pois indiretamente, ele nos nega estas duas liberdades econômicas das quais falamos.
No capitalismo, as pessoas não podem fazer sempre o que querem, pois há forças impessoais ordenando o sistema, temos liberdade até para ignorar estas forças ou desafiá-las, mas temos que arcar com as consequências depois, a diferença é que o capitalismo é uma ORDEM ESPONTÂNEA e IMPESSOAL, que tenta harmonizar a vontade de todo mundo ao mesmo tempo, enquanto que o planejamento central da economia pelo governo é uma ORDEM PLANEJADA e ARBITRÁRIA e que portanto, é sempre autoritária.

E pior: Ir contra as forças de mercado não apenas vai contra a nossa liberdade, mas é uma atitude sempre fadada ao fracasso. Lembra que os preços também carregam informações sobre o grau de escassez ou abundância de um certo bem? Pois então, se o governo interfere na economia e nos preços, não há como saber quais bens são mais abundantes e quais são mais escassos. As pessoas não sabem o que produzir, em que focar os seus esforços produtivos, dessa forma, a economia se torna uma bagunça e os bens e recursos são mal alocados. 
É o que vemos acontecer num país socialista que fica aqui, bem pertinho de nós: A Venezuela. A Venezuela é um país socialista onde o governo controla a economia. E o que acontece lá? A economia é uma bagunça: Inflação disparada, falta de bens, falta de energia elétrica com apagões constantes, mercados com prateleiras vazias, falta papel higiênico e até comida, enquanto sobra outros recursos menos necessários. Como o país é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o governo consegue garantir que a gasolina seja extremamente barata.
O mesmo acontecia na antiga União Soviética: Enquanto eles eram pioneiros em mandar foguetes para o espaço, aqui na Terra faltava os bens mais básicos, de lâminas de barbear a absorvente feminino. No socialismo, a economia serve às ordens do governo e não aos desejos das pessoas.
Por isso o socialismo é sempre uma forma de tirania e o capitalismo, é a própria expressão da liberdade no campo econômico.

Leitura Recomendada:


Milton Friedman - Capitalismo e Liberdade

Friedrich A. Hayek - O uso do conhecimento na sociedade