Um texto publicado no portal de esquerda Voyager e assinado por Luan Toja, sob o título "12 Fatos que provam que os liberais brasileiros são, na verdade, conservadores", tentou cagar regra sobre quais pautas o liberalismo brasileiro deve defender ou deixar de defender de forma bastante conveniente para políticos de esquerda. Eu não gosto muito de acusar de má fé, os autores dos textos que tento refutar, mas é difícil não imaginar motivações escusas por trás das falácias que este texto traz.

Considerando apenas os tópicos do artigo, eu tenderia a concordar pelo menos com a metade deles. Realmente, há muito conservadorismo travestido de liberalismo no Brasil, e eu mesmo dedico uma boa parte dos posts da nossa página no Facebook para denunciar estes equívocos (E esse post abaixo, que me rendeu muitas críticas, é uma prova disso). O problema com esse texto porém, é que ele aproveitou esses equívocos comuns no jovem movimento liberal brasileiro para induzir a equívocos ainda maiores. E onde está a má fé na minha opinião? O texto tenta induzir o leitor a acreditar que o liberalismo tem mais a ver com a esquerda do que com a direita e que portanto, liberais devem votar ou apoiar políticos de esquerda. Bastante conveniente, não é mesmo?




Mas vamos refutar o texto, item por item, começando pela introdução. Veja o que o autor pensa do ex-presidente Lula:

"Os adeptos desse proselitismo precisaram aguardar o término do mandato de Lula à frente da presidência do Brasil para tentarem aproveitar a lacuna deixada pela saída de um grande líder popular"

O cara considera Lula, um "grande líder popular" e quer cagar regras sobre o liberalismo. Então me perdoem se algumas colocações minhas ao longo do texto forem demasiado óbvias, mas acredito que para muitos será bastante didático e esclarecedor.

1 – São contra o direito ao aborto




Eu também sou. E não sou brasileiro.

Esse tema divide liberais e não há um consenso sobre o tema no meio, já que os princípios liberais por sí só, não são suficientes para solucionar a questão.
Tudo depende da resposta que você dá para a pergunta: Um embrião deve ser considerado um ser humano, portador de todos os mesmos direitos que qualquer ser humano nascido possui? Se a resposta é não, então realmente, proibir o aborto é uma intromissão indevida no corpo da mulher, mas se a resposta for sim, então o embrião deve ter o seu direito à vida preservado pois o direito à liberdade de um, não pode passar por cima do direito à vida de outro.

E não é só no Brasil que há esse dilema, entre os libertarians americanos (a forma como os liberais são conhecidos nos Estados Unidos), um dos mais proeminentes, populares, influentes e eu diria até, um dos mais radicais, é Ron Paul, e vejam só, mesmo sendo favorável à algumas das pautas que o autor do texto também defende, como a legalização das drogas e o casamento gay, ele é contra a legalização do aborto.
Então, se ser contra o aborto é uma pauta necessariamente conservadora, não são só os liberais brasileiros que estão errando.

2 – Não se posicionam a favor da legalização das drogas



Situação legal da maconha na Europa

Eu realmente acho que a legalização das drogas é uma pauta tipicamente liberal, mas não vejo motivos para tratá-la como prioridade, tampouco devemos deixar de apoiar um político favorável a várias outras liberdades, apenas porque ele não se posiciona sobre a legalização das drogas.

E novamente, esse problema não é exclusivo dos liberais brasileiros. Quantos partidos liberais ao redor do mundo se posicionam claramente a favor da legalização radical de todas as drogas? 
Na Europa, por exemplo, o grupo dos partidos liberais é o quarto maior em número de deputados do Parlamento Europeu, seus partidos são de situação e exercem grande influência, ainda assim, quantos países europeus legalizaram as drogas? Até mesmo os super-progressistas nórdicos possuem políticas bem restritivas em relação às drogas.

A mesma crítica vale até para a esquerda, mesmo entre os politicos de esquerda que se posicionam favoravelmente a liberação da maconha, como Obama e Fernando Henrique, por exemplo, quantos deles de fato liberaram alguma coisa enquanto estiveram no poder? E nem por isso vamos chamá-los de conservadores, certo?
E isso tem uma explicação muito simples: Em geral, tanto os políticos liberais quanto esquerdistas não defendem liberação das drogas abertamente PORQUE ESSA É UMA PAUTA EXTREMAMENTE IMPOPULAR. Não é uma questão de conservadorismo, é uma questão de ganhar votos.

3 – Apoiam o autoritarismo estatal



Os Chicago Boys

De fato, não dá pra entender que tipo de alucinação leva alguém que defende o regime militar de 64 a se considerar liberal. Apesar de serem (acredito eu) poucos os que incorrem em tal incoerência, ela é muito grave para não ser criticada.

Mas mesmo num tópico em que poderia haver alguma concordância, eu me ví extremamente incomodado com um trecho em particular:

"Defesa, que na verdade, não passa de uma sociopatia e um medo exacerbado pela perda de privilégios que as reformas de base de João Goulart e Salvador Allende poderiam acarretar. Reformas estas que inclusive já foram feitas pelos países mais desenvolvidos do globo."

Tudo bem que é incoerente que liberais concordem com o regime de 64 no Brasil ou com o regime de Pinochet no Chile, mas tentar nos convencer de que as políticas de João Goulart e Salvador Allende foram boas, de um ponto de vista liberal, é ofender nossa inteligência.

Essas políticas, que envolviam nacionalização de empresas, descontrole fiscal e controle do estado sobre a economia (que segundo o autor, os liberais deveriam defender), foram, segundo o autor, postas em práticas em vários países desenvolvidos. Pra começar: Quais países são esses? Quando isso aconteceu? Esta afirmação está bem pouco fundamentada. 
E o mais importante: Ser liberal não tem nada a ver com ter complexo de vira-lata. Foda-se se países desenvolvidos fizeram tais "reformas de base", a questão é saber se isso foi causa do desenvolvimento desses países ou se foi apenas um empecilho.

Na verdade eu posso citar um país desenvolvido onde políticas desse tipo foram implementadas, e ainda não de forma tão radical como nos governos de Allende e João Goulart: No Reino Unido do pós-guerra. Quando os trabalhistas chegaram ao poder, perto do fim da II Guerra Mundial, eles implantaram uma espécie de economia mista no país, mas é redundante dizer que deu tudo errado e que sobrou para Margareth Thatcher, que embora conservadora, tinha um programa liberal em economia como nunca se havia praticado antes, arrumar a bagunça toda criada pelos trabalhistas (e conservadores estatistas).

E por fim, embora liberais devam necessariamente, repudiar o aspecto político autoritário do regime de Pinochet no Chile, eles também devem apreciar a política econômica desse mesmo regime, que contou com a assessoria de Milton Friedman e dos Chicago Boys para reverter toda a merda feita pelo governo Allende.


4 – Apoiam projetos de censura como os do “Escola Sem Partido”




Eu particularmente sou contra o projeto Escola Sem Partido, porque acho que é uma solução simplista que não deve funcionar. A doutrinação esquerdista nas escolas existe, mas na maioria das vezes não é por má fé dos professores e sim porque eles simplesmente não conhecem outra coisa que não seja o lixo marxista. O projeto é ruim porque, além de não funcionar, abriria margem para a perseguição arbitrária de professores.

Mas obviamente que o projeto em sí, não se trata censura, até concordo que ele abre margem para a censura, mas dizer que professores devem se limitar a ensinar o conteúdo das disciplinas da forma mais imparcial possível, não é defender a censura. O professor tem o direito de expressar suas opiniões, mas fora do horário de aula, afinal ele é pago pelos pais dos estudantes (seja em forma de mensalidades para escolas particulares ou de impostos para escolas públicas) para ensinarem os conteúdos que os pais e a sociedade consideram relevantes e não para fazer proselitismo de suas próprias convicções pessoais. Professores prestam um serviço aos pais e à sociedade, não a sí mesmos, por isso devem se submeter, enquanto professores (óbvio que fora das escolas eles podem dizer o que quiserem) àquilo que os pais e a sociedade esperam que eles ensinem.

Se não devemos aceitar que um professor tenha o direito de chegar na sala de aula e começar a ensinar os alunos a jogar truco, por exemplo, sob a alegação de que está exercendo sua "liberdade de expressão", tampouco devemos aceitar que eles usem a sala de aula como palanque. Até porque, os mesmos críticos do projeto Escola Sem Partido, não aceitam que professores ensinem religião ou que rezem o Pai Nosso antes das aulas por exemplo, ora, mas isso não seria censura também?

5 – Apoiam Trump / 6 – Apoiaram Crivella




Freixo fazendo cosplay de "libertário".

Vou falar dos dois tópicos ao mesmo tempo porque no fundo tratam da mesma coisa.
Se algum liberal vê em Trump ou Crivella, a salvação da América ou do Rio, respectivamente, esse sujeito é evidentemente retardado, mas se ele considera que esses candidatos eram a opção menos ruim entre duas opções ruins, essa já é uma posição bem mais respeitável, embora não necessariamente acertada.
Então não é que Trump e Crivella sejam bons, Hillary e Freixo é que eram muito ruins. E eu particularmente, ficaria de lados diferentes nas duas situações, entre Crivella e Freixo, prefiro Crivella, mas entre Trump e Hillary, prefiro Hillary. Acontece é que a diferença de um sobre o outro é tão sutil que eu realmente não acho que um liberal que preferisse Trump fosse menos liberal por causa disso.

E novamente, são alguns trechos específicos que me levam a crer que o autor maliciosamente tenta induzir o leitor a apoiar políticos de esquerda:

"No segundo turno das últimas eleições municipais do Rio de Janeiro, a disputa ficou entre Marcelo Freixo, candidato que defende pautas libertárias como as legalizações do aborto e das drogas, e Marcelo Crivella, bispo de uma igreja ultrafundamentalista"

Então Marcelo Freixo tem pautas libertárias? Quantas exatamente? Você só citou uma: A legalização das drogas. Ter uma, ou duas, que seja, pautas libertárias, não faz de você um libertário e em segundo lugar, esssa pauta é irrelevante para um pleito municipal, simplesmente porque não tem como legalizar as drogas em um único muncicípio, logo, o tema é totalmente irrelevante nessa situação.

E se ser de uma religião ultrafundamentalista é motivo o suficiente para não votar num candidato a prefeito, então os londrinos erraram ainda mais feio ao eleger um prefeito muçulmano, não é mesmo? Ou será que o autor é um daqueles que acham que dizer que o islã é intrinsecamente fundamentalista, é islamofobia, mas dizer que a Igreja Universal o é, está tudo bem? - Tranquilo, você pode até receber uns tapinhas nas costas dos seus amigos do DCE da sua faculdade por isso.
Tamanha falta de senso das proporções não pode ser fruto apenas de uma falha de raciocínio, o autor desse texto realmente está tentando cooptar liberais para sua agenda de esquerda.

7 – Defendem e apoiam a família Bolsonaro

Novamente, o autor pega uma verdade, nesse caso, ser liberal e apoiar a família Bolsonaro é uma tremenda incoerência, para manipular o leitor, numa típica falácia non-sequitur.

Ele dá a entender que o MBL apoia Bolsonaro incondicionalmente por conta de UM ÚNICO CASO ESPECÍFICO em que o movimento se manifestou em defesa do deputado, nesse caso, em relação à acusação que Bolsonaro sofreu no STF por suposta apologia ao estúpro durante uma discussão com a colega Maria do Rosário.

E veja bem, eu particularmente acho que Bolsonaro estava errado nesse episódio, mas não é a simples posição em favor do deputado NESSE CASO ESPECÍFICO que torna o MBL menos liberal.

8 – São contra o movimento feminista





O feminismo liberal tem o dever de proteger a liberdade
dos ataques vindos do feminismo pós-moderno

O autor está correto ao afirmar que o feminismo é uma pauta tipicamente liberal e que o feminismo liberal é uma vertente importante do movimento feminista, mas também é fato que feministas liberais têm não só o direito, mas o dever de criticar o chamado "feminismo de terceira onda" por seu caráter fortemente anti-liberal. O autêntico feminismo liberal, aquele realmente preocupado com as liberdades individuais, tem o dever de dedicar tantas energias para criticar o feminismo pós-moderno, com seu irracionalismo e autoritarismo intrinsecos, quanto para lutar contra o machismo. E é justamente isso que uma conhecida feminista liberal, a autora americana Christina Hoff Sommers, por exemplo, faz em seu excelente canal no youtube.

9 – São anti-igualitários



O autor colocou bem ao lembrar de autores liberais como Hayek e Friedman, que defenderam programas governamentais para o alívio da extrema pobreza, mas isso é muito diferente de defender igualdade. Confundir desigualdade com pobreza é um erro típico de socialistas, não tem como alguém cometer esse erro e ainda se prestar a cagar regra sobre liberalismo. Definitivamente, o autor desse texto ofende nossa inteligência.
Aliás foi o mesmíssimo Hayek, o autor da frase: "Existe uma enorme diferença entre tratar as pessoas igualmente e tentar torná-las iguais."

Portanto, a única igualdade que liberais defendem é a igualdade de tratamento. OK, eu sei que igualdade de condições sociais, também foi um tema caro para John Rawls, outro importante pensador liberal que o autor cita, mas a teoria da justiça de Rawls está longe de ser consenso entre os liberais, ela foi durante criticada por Robert Nozick e, novemente, por Hayek.
E mesmo John Rawls defendia que a desigualdade poderia ser justificada quando, de alguma forma, contribuísse para o bem comum.

E é justamente por defender a igualdade de tratamento que o liberalismo rejeita cotas raciais e políticas afirmativas. Milton Friedman, citado pelo autor, defendia programas de governo contra a pobreza, mas argumentava que estes programas deveriam se focar nos pobres, não nos negros, não nas mulheres, não nos camponeses, mas apenas nos pobres e qualquer outro critério para as políticas assistenciais do governo seria um erro com consequências negativas para os mesmos grupos que se tenta ajudar.
A ideia de igualdade de tratamento foi tão marcante em Friedman, que dois de seus mais proeminentes alunos, os economistas afro-americanos Thomas Sowell e Walter Williams, fizeram carreira criticando as politicas afirmativas.

10 – Defendem os “corporativistas”





Você sabia que: As chuvas intensas em São Paulo são
feitas das lágrimas dos petistas que não aceitam que
o Doria é mil vezes melhor do que o Haddad?

No começo deste tópico, o autor acusa os liberais brasileiro de tentarem deslegitimar a política de campeãs nacionais do governo Dilma, ao mesmo tempo em que citam a Coréia do Sul, um país que praticou tais políticas, como caso de sucesso.

Acontece é que, em primeiro lugar, liberais citam a Coréia do Sul, na maioria das vezes, apenas em comparação com a Coréia do Norte. Alegam que o contraste entre a Coréia do Sul corporativista, mas ainda assim, uma economia de mercado a grosso modo, e a Coréia do Norte plenamente comunista, é nítido, o que não significa que a Coréia do Sul seja um modelo ideal.

Em segundo lugar, é evidente que a Coréia do Sul deu certo, pois país saiu da pobreza abjeta direto para o primeiro mundo em apenas algumas décadas, e o Brasil de Dilma deu errado e a crise que estamos vivendo é a prova mais inegável disso.
Mas se ambos praticaram a política de campeãs nacionais, o que explica tamanha disparidade de resultados? São vários fatores: O estado na Coréia do Sul investiu em educação, o governo Dilma investiu em estádios de futebol; a Coréia do Sul investiu em infra-estrutura, em bens de capital e no lado da oferta, o Brasil incentivou o consumo e o lado da demanda; a Coréia do Sul tem poucas políticas trabalhistas, tanto que cresceu oferecendo mão de obra barata, o Brasil trata a CLT como sagrada e inquestionável; a Coréia do Sul tem um ambiente favorável para os negócios e uma carga tributária civilizada, o Brasil tem uma carga tributária sufocante e é um pesadelo para os empreendedores. Definitivamente, as diferenças são enormes.

Em seguida ele acusa Doria de ser um empresário corporativista, o que pode não estar totalmente errado, ao mesmo tempo em que alega que corporativismo existe em todo mundo e é algo quase que inevitável, mas os liberais brasileiros só criticam os corporativistas que apóiam ou estão envolvidos com o PT, fazendo vista grossa para os que estão envolvidos com os demais partidos.
Mas isso é óbvio não? Sendo o PT pior que suas alternativas (PSDB por exemplo) e estando todos eles no mesmo barco quando se trata de corporativismo, então melhor um corporativista que não apoia o projeto bolivariano do PT, que culminaria, a longo prazo, no socialismo, do que um que o faz.

E sim, o fato de o sujeito ser financeiramente independete e financiar a própria campanha, como foi o caso de Dória, o torna menos vulnerável a se tornar refém de outros empresários corporativistas, e essa é uma tese que o autor do texto nem tentou refutar.

11 – Pensam que a religião é um dos fundamentos do liberalismo




Tocqueville, Lord Acton, José Ortega y Gasset? Nunca ouvi falar!

É verdade que o liberalismo defende o estado laico, e o autor está correto ao citar novamente John Rawls (que volto a afirmar, não é consenso entre liberais) para fundamentar a tese de que as instituições políticas não devem ser lastreadas por uma noção de bem derivada da religião, embora também não precise necessariamente estar em contradição com essas noções, diga-se de passagem.

Mas daí a pular para a afirmação que o autor faz a seguir, é um salto lógico inaceitável.

"Isso sem falar que o liberalismo é a crença de que o ser humano tem riquezas intrínsecas, únicas a cada indivíduo, que – se retirarmos os entraves externos (o que inclui a Igreja) – se desenvolvem ao máximo. Então não pode haver repressão por parte da Igreja, nem mesmo indução."

Nem todos os liberais acreditam que a Igreja ou a reprovação moral de um grupo ou instituição, seja necessariamente um entrave para a expressão da individualidade, Tocqueville é um desses liberais que, pelo contrário, acreditavam que a liberdade só funciona em sociedades extremamente moralistas, justamente porque esses códigos morais substituem a coerção do estado na moderação do comportamento humano.
E mesmo os liberais libertários, aqueles que reprovavam a tirania da opinião alheia tanto quanto a tirania da coerção estatal, como era o caso de John Stuart Mill, não achavam que a segunda era a solução para a primeira. As pessoas, segundo estes, devem se libertar do dogmatismo e do moralismo (religioso ou não), mas não cabe ao estado libertar as pessoas da "tirania não estatal", tal tentativa geraria uma tirania ainda pior. Usar o estado para livrar as pessoas da tirania religiosa, geraria uma tirania atéia. A decisão de ser livre (para os que concordam com essa concepção de liberdade que, repito, está longe de ser consenso entre os liberais) deveria, como sempre, partir da razão do próprio indivíduo.

Eu poderia citar vários outros autores liberais que certamente discordariam do autor do texto, Lord Acton provavelmente é um nome desconhecido pra ele, Escola de Salamanca então, nem se fala. Posso citar também o espanhol José Ortega y Gasset que argumentou de forma esclarecedora que defender um estado laico é muito diferente de defender o anti-clericalismo.

12 – São contra os direitos LGBT

Veja o que o texto diz:

"Já Fernando Holiday, um dos líderes do MBL, vereador eleito em São Paulo, se posicionou a favor da extinção das secretarias da prefeitura de São Paulo voltadas para a promoção da igualdade racial e também a que atende a população LGBT."

Quer dizer, se você é liberal você deve tratar como inquestionável o gasto estatal com uma secretaria inútil apenar porque ela diz promover a igualdade. Sacaram qual é? Liberais devem acreditar no estado como mediador de todos os conflitos humanos.

Definitivamente, o autor desse texto subestima nossa inteligência ao achar que seria tão fácil cooptar liberais para sua agenda de esquerda.