A direita é culpada pela proliferação do ambientalismo nonsense esquerdista

Autor Emile Yusupoff
Artigo Original em Inglês publicado no site do Adam Smith Institute

“Isso muda tudo” é talvez a principal sirene de alerta em face da mudança climática. Para um certo sub-gênero da esquerda, a existência de problemas ambientais significa apenas uma coisa: O capitalismo, a modernidade, o crescimento, o consumo e a industrialização são os culpados e portanto, uma mudança de paradigma é necessária para salvar a humanidade e o planeta. Devemos abraçar o crescimento zero, ou mesmo a contração da economia, com significativo planejamento central e redução do consumo. A alternativa é a catástrofe global.

Isto é, é claro, um absurdo completo. Como Tim Worstall mostrou em resposta à fala oportunista de George Monbiot sobre o furacão Irma, uma grande e delirante mudança de paradigmas em termos de valores e organização econômica é inteiramente desnecessária. A resposta para a mudança climática, e mesmo para a poluição, reside no sistema de preços de mercado em geral e em políticas inteligentes, como um imposto sobre emissão de carbono, especificamente. Outras políticas de livre mercado, como a desregulamentação da energia nuclear e a remoção de subsídios para combustíveis fósseis, também são ferramentas importantes e viáveis para mitigar as mudanças climáticas. Do mesmo modo, impôr regulamentações ambientais específicas não significa ter que “mudar tudo”, proibir o descarte de lixo tóxico em rios, por exemplo, não é uma rejeição completa do sistema de busca pelo lucro.

Estas não são meras soluções alternativas para o problema. A via luddita-puritana de demonizar o consumo é uma visão grotesca, ainda que funcionasse. Embora os gostos de Monbiot lhe permitam apreciar um país mais pobre, mais regimentado e um mundo com mais fetichização da culpa, eu arriscaria dizer que esse não é o caso para a maioria das pessoas. De qualquer forma, mesmo quando os preços não são capazes de levar em conta o risco ambiental, isso não significa que o planejamento central seja a solução. Em lugar dos preços, não existe nenhuma outra maneira de avaliar o valor de algo a nível econômico ou global, e muito menos de organizar uma alocação eficiente de recursos.

Então, por que os piores tipos de ambientalismo ganham tanta força? Simplesmente porque, por muito tempo, muitos na direita concordaram ou foram negligentes com a negação do problema ou com uma versão caricaturada da defesa do livre mercado. Não gosto do termo “fundamentalismo de mercado”, mas a resistência de alguns libertários a qualquer papel para o governo causou danos significativos à nossa causa. Impostos Pigouvianos para incluir e precificar corretamente as externalidades não são formas de socialismo ou anátemas à uma economia de livre mercado. Prevenir ou reduzir atividades que impõem ou resultem em prejuízo à terceiros não são uma violação da auto-propriedade ou inerentemente anti-liberais.

Alguma medida de ceticismo em relação às mudanças climáticas não era necessariamente equivocada. Quando os dados eram menos abrangentes e havia menos consenso científico, era correto tratar com cuidado as alegações de catástrofe. Do mesmo modo, o fato de existir um risco sério de danos ambientais não significa que qualquer solução proposta deve ser automaticamente aceita sem levar em conta outros fatores, como as implicações econômicas mais amplas de tais políticas. Mesmo assim, apelar para teorias da conspiração e para tentativas amadoras de “desmascarar” a maior parte da ciência do clima não são atitudes louváveis.

O fracasso em se engajar no combate e na redução da magnitude dos problemas ambientais são, naturalmente, prejudiciais por si só. Mas isso também deixou a porta aberta para agendas desinformadas e abertamente perigosas, que ganham tração no vácuo deixado por um dos lados. Se envolver na causa de soluções sérias e compatíveis com a prosperidade e a liberdade tem sido consideravelmente mais difícil neste contexto.

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