Anistia Internacional: Hamas torturou e matou civis palestinos durante conflito em 2014

O Hamas levou a cabo uma campanha brutal contra palestinos acusados de colaborar com Israel durante a ofensiva militar de 2014, denuncia a associação de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.

A organização fala da execução extrajudicial de pelo menos 23 palestinos e a detenção e tortura de dezenas de outros pelo Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2006.

Ninguém foi chamado a responder pelos abusos, o que significa que as autoridades oficiais terão ordenado ou autorizado estes crimes, diz também a Amnistia.

A maioria dos casos ocorridos durante os 50 dias de guerra foram apresentados pelo Hamas como sendo de pessoas que passaram informação a Israel. Mas a Anistia diz que pelo menos 16 dos executados já estavam presos pelo Hamas antes de o conflito ter começado. Oito dos detidos estavam ainda a ser julgados na altura das execuções, seis outros aguardavam decisões depois de terem recorrido contra a decisão. Dois outros cumpriam penas de prisão.

Um dos executados a meio do seu julgamento foi Ibrahim Dabour. “Ele foi executado na sexta-feira às 9h30”, contou um dos irmãos à Anistia. “O meu irmão recebeu um sms dizendo ‘O julgamento contra Ibrahim Dabour foi concluído de acordo com a sharia por decisão do tribunal revolucionário’.” Mesmo que tivesse sido condenado à morte, continuou o irmão, “deveria ter havido um processo de recurso e outras alternativas. O que fizeram não tem nada a ver com justiça”, disse.

“Em vez de fazer justiça, as autoridades e a liderança do Hamas encorajaram e facilitaram estes crimes contra indivíduos sem poder”, acusou Luther. “Estas acções arrepiantes, algumas das quais são crimes de guerra, tiveram como objectivo conseguir vingança e espalhar o medo pela Faixa de Gaza.”

Um dos casos mencionados pela Anistia Internacional é o de Atta Najjar, antigo polícia quando Gaza era governada pela Autoridade Palestina. Cumpria, desde 2009, uma pena por colaborar com Israel. A 22 de Agosto de 2014, foi executado. O relato da retirada da morgue feito pelo irmão é um catálogo de horrores que mostram sinais de tortura.

Fonte:
Publico: Anistia acusa Hamas de torturar palestinos durante a guerra em Gaza.

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