Em caso de guerra com a Rússia, Finlândia chama 900 mil reservistas

A mídia brasileira não conta, mas é pra isso que serve a internet.

Aqueles de nós que estão habituados com debates na internet, já devem ter sido acusados de terem uma mentalidade típica dos tempos da guerra fria. O fato é que a Rússia segue sendo uma potência bélica, uma influência geopolítica e uma ameaça à paz mundial. Os recentes conflitos na Síria e na Ucrânia provam que a Guerra Fria não acabou totalmente.

Embora debilitada durante anos por conta da crise econômica, a Rússia que parecia indefesa, agora volta a atacar. Uma mentalidade típica da Guerra Fria nunca foi tão atual e dessa vez, é a Finlândia que se sente ameaçada.

A Finlândia enviou no início do mês cartas a cerca de 900 mil reservistas do exército a informar qual será o seu papel “em caso de guerra“, escreve o Telegraph. Guerra contra quem? A Rússia, um país que anexou a Crimeia no ano passado e que partilha com a Finlândia uma fronteira de 1.335 quilómetros.

Note-se que a Finlândia não é um membro da Nato e é o segundo país na Europa, depois da Ucrânia, a ter a maior fronteira com a Rússia (com cerca de 1.335 quilómetros). Esta proximidade pode tornar o país vulnerável a agressões por parte do Governo de Vladimir Putin.

Um dos reservistas que recebeu a correspondência afirmou ao jornal britânico: “O timing não foi aleatório. Deve-se claramente a uma posição mais agressiva por parte dos russos. Tenho estado na reserva há 15 anos e esta é a primeira vez que recebi algo assim. É bastante raro enviarem cartas“.

Especialistas alegam que mesmo que a iniciativa tivesse tido início antes da anexação da Península da Crimeia na Ucrânia, por parte da Rússia, o envio das cartas nesta altura terá sido promovido pela incerteza em torno das intenções do Kremlin.

“Se a Rússia tivesse escolhido o caminho da democracia liberal, não teria havido pressão para fazer isto”, afirmou Charly Salonius-Pasternak, um investigador do Instituto de Assuntos Internacionais Finlandês. “No contexto atual, faz sentido. As Forças de Defesa Finlandesas querem assegurar-se de que se precisarem, podem contar com 230 mil reservas“, explicou.

Fonte:
Observador: Aumento de tensão entre Rússia e Finlândia mobiliza 900.000 militares na reserva.

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