Estudo aponta que 80% dos americanos desaprovam o Politicamente Correto

Assistindo o Jornal Nacional ou lendo o que se publica na grande mídia, temos a impressão de que os Estados Unidos estão divididos. De um lado, uma população predominantemente velha, branca e ressentida e do outro, os jovens, mulheres, negros e minorias. O primeiro grupo é evidentemente conservador e o segundo, progressista. Só que essa impressão está errada.

Como mostraram Stephen Hawkins, Daniel Yudkin, Miriam Juan-Torres e Tim Dixon num estudo publicado recentemente, a maioria dos americanos não se encaixa nesses estereótipos. Eles também concordam sobre muita coisa, inclusive na desaprovação do Politicamente Correto.

Os pesquisadores classificaram os americanos em sete grupos políticos: Os ativistas progressistas, progressistas tradicionais, progressistas passivos, politicamente desengajados, moderados, conservadores tradicionais e conservadores devotados.

De acordo com o estudo, 25% dos americanos são conservadores tradicionais ou devotados e 8% são ativistas progressistas. As visões de ambos os grupos divergem bastante dos da maioria da população. Os outros 2/3 da população demonstram um certo aborrecimento para com os extremos políticos.

A maior parte dessa “maioria exausta” discorda do politicamente correto. Um total de 80% da população concorda com a afirmação de que o “politicamente correto é um problema em nosso país”. Em todas as idades o politicamente correto é desaprovado, até entre os jovens (74%, 24 a 29 anos; e 79% para menores de 24).

E se essa desaprovação não depende da idade, muito menos da raça. A maioria das pessoas brancas desaprova o Politicamente Correto (79%), como seria de se esperar, só que 87% dos hispânicos, 88% dos indígenas e 82% dos asiáticos pensam que o politicamente correto é um problema.

O grupo que menos se opõe ao politicamente correto é o dos afro-americanos. Mesmo assim, a grande maioria, 75% pra ser mais exato, é contra.

Somente um dos grupos políticos aprova o politicamente correto (70% dele não pensa que é um problema): Os ativistas progressistas. Eles são quase tão racialmente homogêneos quanto os conservadores mais devotados, com absoluta maioria de brancos. E são também mais ricos e possuem a maior parte da população com ensino superior.
O problema é que essa minoria absoluta controla as universidades e a mídia e são eles que criam e ajudam a manter a impressão e os estereótipos descritos lá em cima.

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