Linguagem de Gênero Neutro é banida de documentos oficiais na França

O Primeiro Ministro francês, Edouard Philippe, decretou que a chamada “escrita inclusiva”, uma tentativa de tornar a gramática francesa mais politicamente correta, não deve ser usada em documentos oficiais do governo.
A nova gramática incluía novas formas femininas de plural ao invés de seguir a regra da lingua francesa de que plurais no masculino podem se referir tanto a homens quanto mulheres. A prática tradicional foi descrita pelo ministro francês para igualdade de gênero com uma forma de tirania sexual.
Mas a iniciativa despertou a fúria de defensores da lingua, como a Académie Française, que argumentou que essa iniciativa representava um “perigo mortal” para a pureza da lingua francesa.
Agora, o primeiro ministro tomou o partido dos puristas ao banir a “escrita inclusiva” das publicações oficiais.
Philippe escreveu em um memorando para seus ministros que “a forma masculina é uma forma neutra e deve ser usada mesmo quando se refere a mulheres”.
“A administração do estado deve obedecer as normas gramaticais e regras sintáticas, especialmente por razões de inteligibilidade e clareza”, ele escreveu.
A Académie Française, que reúne 40 dos maiores escritores da França, além dos maiores especialistas em língua francesa, disseram que este tipo de mudança “leva a uma linguagem fragmentada, separada de sua expressão, criando confusão que beira o ilegível.”
“Frente a essa aberração ‘inclusiva’, a língua francesa está em perigo mortal, pelo qual nossa nação é responsável perante as futuras gerações”.

3 comentários em “Linguagem de Gênero Neutro é banida de documentos oficiais na França

  • 10 de dezembro de 2017 em 16:33
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    Quando li, fiquei em dúvida se a Academia Francesa era contra ou a favor da atitude do Primeiro Ministro, e então fui pesquisar e descobri que ambos estão do mesmo lado.
    No terceiro parágrado, quando diz que a Académie Française teve a fúria despertada pela iniciativa, não é a iniciativa do Primeiro Ministro, mas a questão da escrita inclusiva.
    Diante disso, agora posso dizer que estou do lado do Ministro e da Academia.
    A reportagem que li está em https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/30/cultura/1509390000_354339.html

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  • 11 de dezembro de 2017 em 07:51
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    “A nova gramática incluía novas formas femininas de plural ao invés de seguir a regra da lingua francesa de que plurais no masculino podem se referir tanto a homens quanto mulheres. A prática tradicional foi descrita pelo ministro francês para igualdade de gênero com uma forma de tirania sexual”.

    Que vitimismo insuportável. Em alemão ocorre o oposto, ou seja, o plural, que pode se referir tanto a homens quanto mulheres, é feito invariavelmente com artigos femininos. Sendo que ninguém fica nessa frescuragem de politicamente correto.

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