Mãe é processada por levar a filha de 8 anos para a barraca de pastel da família

Uma crônica publicada no dia 02/03 no site da Folha de Londrina me chamou a atenção e, depois de averiguar o caso, este Porco que vos fala constatou que as vítimas envolvidas no caso eram pessoas conhecidas, que puderam me confirmar e dar mais detalhes da história.

Uma mãe está sendo processada simplesmente por levar a filha de 8 anos para a barraca de pastel onde a família trabalha, numa feira em Londrina, no Paraná. O ocorrido foi num domingo (dia 25/02), quando portanto, creches e escolas não funcionam e quando geralmente, babás e empregadas tiram um dia de folga. O que era pra ser um bom momento em família se transformou num pesadelo com a chegada de um conselheiro tutelar que abordou a família de forma totalmente inadequada.

A mãe conta:
“Há muitos anos a família de meu marido mantém uma barraca de pastel na feira em Londrina. Aos domingos, adquirimos o hábito ajudar meu sogro na feira; meu marido e o irmão dele fazem isso desde a infância. No último domingo, decidimos levar a nossa filha conosco, a pedido dela mesma. Não o fizemos para que ela realizasse algum trabalho, mas para que estivesse junto com os pais e os avós, num ambiente familiar sadio e seguro. Em hipótese alguma queríamos explorar a nossa filha, a quem tanto amamos! Queríamos apenas que ela aprendesse como são as coisas. Temos plena noção dos limites que separam um domingo em família e a exploração da mão de obra infantil. ”

A mãe conta que a abordagem do conselheiro tutelar foi totalmente inadequada, antes mesmo de se identificar, o estranho chegou pegando a criança pelo braço, o sogro e outros funcionários da barraca ficaram revoltados e tentaram afastar o estranho que só então se identificou como fiscal do conselho tutelar. Quando procuraram as autoridades responsáveis, a família descobriu que iria sofrer dois processos: um pelo Ministério Público do Trabalho; outro por danos morais, contra o avô zeloso que apenas quis defender a neta.

Na matéria, a mãe revolta desabafa:
“Eles queriam que eu deixasse a minha filha em casa, navegando na internet e vendo televisão? Com tantas situações graves e sérias, com tanta violência praticada contra as crianças, o Conselho Tutelar não tem outras prioridades? Inúmeras crianças precisam de ajuda real e eles vão mobilizar a Justiça por um motivo desses? “

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