Os mitos do Fast Food

As narrativas anticapitalistas, até as mais secundárias, não se cansam de ser desmentidas pelos fatos. Os restaurantes de Fast Food são alvos de várias dessas narrativas, uma vez que eles foram eleitos símbolos do capitalismo global, eles são atacados, há muito tempo, com acusações que se mostram cada vez mais infundadas. Infelizmente porém, algumas dessas acusações já foram incorporadas à sabedoria popular.

Recentemente, um artigo do The Washington Post tentou desfazer alguns desses mitos. Vamos comentar os principais deles aqui. O primeiro desses mitos é o de que os restaurantes de Fast Food são os principais vilões da obesidade. Às vezes essas alegações são tão exageradas, que tenho a impressão de que comer Fast Food uma única vez na vida vai me tornar obeso instantaneamente. O problema é que essas alegações não são só exageradas, elas são completamente equivocadas. Realmente, a comida servida por redes de Fast Food não é muito saudável, mas ela não é menos saudável do que refeições servidas por restaurantes convencionais e, dependendo, não são menos saudáveis até do que refeições preparadas em casa. Pelo menos é isso que vem mostrando estudos recentes. [1] [2]

Outro mito que não é muito popular no Brasil, mas é muito comum nos Estados Unidos, é o de que as redes de Fast Food vendem comida ruim para pessoas pobres que não têm outra opção. Pela comodidade e pelo preço (Fast Food nos EUA é barato), alega-se que pessoas de baixa renda, levadas pela correria do dia a dia, acabam comendo com muita frequência em restaurantes de Fast Food, o que é péssimo para a saúde dessas pessoas. Essa alegação também não procede porque, como mostram estudos e pesquisas recentes [3] [4] [5], mesmo nos EUA, os mais pobres não são o principal público consumidor de Fast Food.

Outro ponto muito debatido recentemente, é o de que as Redes de Fast Food empregam jovens sem experiência, com dificuldades para encontrar seu primeiro emprego, pelo menos isso é o que alegam os defensores das franquias, como justificativa para os baixos salários. Os detratores do Fast Food porém, argumentam que isso não é verdade, uma vez que a participação dos jovens entre 16 e 19 anos, caiu de 50% em 2000 para 34% hoje. Isso provavelmente acontece porque os jovens estão entrando cada vez mais tarde no mercado de trabalho e não por uma opção das empresas do ramo. Pelo contrário, as redes de Fast Food continuam empregando pessoas que costumam ter mais dificuldade para encontrar emprego como imigrantes e aposentados. Recentemente, o McDonald’s fez uma parceria com a AARP, uma ONG voltada para o “empoderamento” de pessoas idosas, com o objetivo de gerar empregos para essa faixa etária.

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